Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Quanto menos a gente errar, melhor.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A amizade - Por João Luís de Almeida Machado
Vithais: A amizade em poucas palavras... Faço minhas as sábias palavras do João Luís, membro da Academia Caçapavense de Letras, "Um dia acreditei que conseguiria ser amigo de todas as pessoas com as quais viesse a ter contato em minha vida. Cresci, amadureci, repensei a vida a partir das experiências que tive e cheguei a conclusão de que isso, na prática, não iria acontecer..."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Suspirando...
Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...Bobeira
É não viver a realidade
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!
(Malandragem - Cassia Eller)
Desde a adolescência, digo que esta é a música da minha vida.... Não que seja pra levar cada estrófe ao pé da letra. Mas, ainda hoje, aos quase 30, por vezes, alguns versos (em destaque) me vem à mente como a trilha sonora de uma mulher ainda menina... Ou melhor, uma eterna menina... Menina esta que ainda sonha (e muito)... E, que hora ou outra se frustra...
O problema não são os outros... Talvez seja meu modo, ainda um tanto quanto "encantado", de enxergar o mundo. Contos de fadas são lindos, ainda acredito neles... Até posso dizer que vivo um... Tenho um lindo príncipe (e que não é chato... rs), companheiro e apaixonante, nãoo sou uma menina má, porém ainda preciso de MALANDRAGEM... Uma pitada apenas, o suficiente para que eu não viva de sonhos irrealizáveis, para que eu não me decepcione comigo mesma por não alcancar algo que na verdade não passou de fruto da minha imaginação, dos meus devaneios típicos de menina.
Quero sim, manter para sempre este ar de moleca, mas quero tambem a serenidade da mulher madura... Aquela que tira de letra pequenas decepções, que vive a realidade sem depositar expectativas nas atitudes alheias...
Quero não sentir o peito apertado, um nó na garganta e a sensação de estar sendo infantil. Quero não suspirar por banalidades, e não fazer tempestade em copo d'água. Quero aprender a usar mais a razão, e sofrer menos com o coração...
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